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DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Este é um excelente dia para refletir a condição e os rumos tomado pelas Mulheres… 


Nós os homens, somos, em grande medida, os responsáveis pela condição Feminina vivenciada em nossos dias, pois, decorrente da visão míope, utilitarista, tirânica, usurpadora e Machista, por grande parte da casta masculina, suscitou inúmeras distorções nas relações sociais, assim como, na subjetividade Feminina. Numa reação direta e justa frente a sucessão de atropelos demandados pelos “Senhores do Mundo”, ocorreu a reação materializada pelo marco do Bra-Burning (1968), o episódio da fogueira emblemática da queima dos sutiãs.


Cansadas da exploração comercial e utilitarista de suas imagens, e da imparcialidade nas relações trabalhistas as ativistas romperam as correntes do rebaixamento e a exploração da natureza Feminina, este episódio deu curso a uma sucessão de conquistas e o livre exercício de inúmeras demandas reprimidas, em oposição reativa ao torpor vivenciado, por séculos, do gozo arbitrário Machista. 


Não obstante, a primazia da reação, a dinâmica vivenciada produziu efeitos de conquistas de direitos, assim como, de ruptura ou de torpor de suas subjetividades, as Mulheres passaram assumir cargos e os livres exercícios condizentes a paridade dentro da espécime, decorrente da não livre práxis do uso de toda suas extensões, em algumas situações, tropeçaram nos próprios saltos, assim subvertendo seus atributos definidores, igualdade de Direitos não corresponde ou coaduna como subtração de subjetividades, aqui não está presente a supressão da liberdade da identidade dos desejos de libidos , mas de observar certa barafunda, nas atividades de manifestação da liberdade, justa e natural ora vivenciada. 
Radicado num princípio basilar, a igualdade se constitui no Direito das diferenças e não na supressão destas, parece-nos árido e demasiado estafante a conflitiva da rivalização dos Diferentes dentro da mesma espécime, onde as relações deveriam ser apenas desoneradas e não mitigadas pelos desequilíbrio do excesso de ressentimento, esta é condição de polarização perpetua a não liberdade, afinal a expressão subjetiva não carece do outro, mas sim da volição do Sujeito Existencial.
Triste tamanha mitigação das próprias conquistas; retomando e reafirmando a subjetividade masculina é a principal responsável por este desnivelamento e desequilíbrio existencial; refletir sobre estes Direitos e conflitos ainda hoje são carreados de rivalizações ou melindres desnecessários , a sociedade Não Deveria ser divida entre as diferenças de identidade de gênero ou pela orientação sexual, afinal, todas são diferenças presentes e exercidas dentro da Mesma Espécime, logo, como uma condição humana. 


Mulheres, nós os “Pseudo Senhores do Mundo” não temos a prerrogativa de lhes concederem Direitos ou condição de ocupar o lugar dentro de vocês, como concedentes, de suas subjetividades, somente vocês Mulheres podem lhes conceder a desejável leveza e intransferível exercício de Vossas Subjetividades, afinal, não foram os homens que lhes outorgaram acenderem a fogueira libertária, nesta perspectiva, não alienem suas naturezas a nenhum tipo de conflito ilegítimo e mitigante de suas existências. 


Assumir, retomar a leveza e o encantamento feminino, sem perder a autonomia e a individualidade, usufruir da criatividade, como qualidade genuinamente da Mulher, de superar, embelezar, de multiplicar o futuro e dar sentido ao cotidiano, da capacidade de enxergar além do revelado, dar continência a pluralidade da Vida.

Mais que Parabéns, neste dia, obrigado e as nossas escusas pela inóspita insensibilidade restritiva a integralidade Feminina.

Cedaior da Silveira.

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