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Dia do Trabalhador!

Muitoimages bem!

Hoje é o dia do trabalhador, será que o trabalhador tem algo a comemorar neste dia?

Se olharmos em uma perspectiva simplista – hoje é feriado, e em sendo feriado, deve-se agradecer por ter um trabalho, logo não ir trabalhar, ou seja, descansar. Mas descansar do quê? Somente da rudeza do trabalho?

Neste país “trabalhador” também é sinônimo de “peão”, pois é aquele que padece no serviço árido ou mal remunerado; triste isto, pois tem uma ideia subliminar que o acompanha, que é aquele que carece de proteção, de reconhecimento e de porta-vozes. Primeiramente porque quem trabalha sempre é um trabalhador, seja braçal, intelectual, ou ainda, como uma simples peça de uma engrenagem lucrativa. Se reconhecemos que o trabalhador necessita mais que equipamentos de proteção (EPI) não podemos negar que seu labor não está sendo devidamente reconhecido e recompensado, pois nesta lógica, requer proteção, leis que o amparem hoje, assim como amanhã, afinal – o tempo não congela para ninguém.

E os porta-vozes dos trabalhadores, quem são eles?

No Brasil existem mais de 16.000 Sindicatos, todos reconhecidamente ou não, trabalhando em nome dos trabalhadores brasileiros, salvo maior compreensão. Deve haver algo equivocado ou mal explicado, ou, então seriam as Leis Trabalhistas, as classes patronais responsáveis pelo malogro da classe trabalhadora, ou ainda, apenas um grande filão de arrecadação. Os sindicatos atuantes não completam o número que chega a duas mãos (metalúrgicos, professores, motoristas, médicos e mais alguns, …) e os outros, bem talvez estejam bem intencionadamente cuidando das subjetividades profissionais de cada classe, ou ainda, fazendo uso das leis como entidades arrecadadoras do fruto do labor de seus sindicalizados.

Mas, também existem outros “porta-vozes” dos verdadeiramente honrados trabalhadores – a classe política e do judiciário, todos envidando esforços protetivos à classe trabalhadora. Então por que carecem de tantos cuidados, afinal toda esta gente fala em nome deles, não é mesmo?

O que falta de verdade: leis, vontade política, sindicatos ou verdade?

Bem, Governos já o tivemos de todas as tendências, de direita, esquerda, de centro direita e de centro esquerda, até mesmo de militares, em período de exceção, mas ainda hoje a classe trabalhadora serve de moeda de troca, de argumentos, de justificativas e de lucros de todas as ordens. Mas, e os Trabalhadores não são os responsáveis pela real sustentação do Brasil?

Ora bolas, que pergunta mais boba, tanta gente se preocupando, e, eu aqui a questionar a precedência ou não das homenagens, das representações em nome dos trabalhadores. Perdoem minhas divagações, afinal, questionar quem milita em nome dos mesmos sempre irá soar como posição de esquerda ou de direita, ou sendo politicamente correto, invertendo as posições para não ser apedrejado, de direita ou de esquerda não importando os TRABALHADORES, mas sim, a simpatia das (agremiações) daqueles que falam em nome deles.

Nada mais eficaz do que dividir, dicotomizar, criar deuses e demônios, os dois lados sempre irão ficar com uma fatia dos incautos. Se todos os lados já estiveram com as rédeas nas mãos, então qual o motivo ainda hoje dos brasileiros estarem cindidos, se todos visam o “bem comum” ou será ingenuidade de minha parte acreditar que todos objetivam o BEM dos trabalhadores?

A reflexão não é conclusiva, apenas meras divagações…

Cedaior da Silveira

Um comentário

  • Lionara Fusari

    Como o texto bem coloca “a classe trabalhadora serve de moeda de troca”, e isso parece não depender das distintas classes sociais — se estende desde aqueles que são mais esclarecidos até aos que encontram-se menos preenchidos de luzes.
    Então: o que ou quem conduziu a situação do trabalhador a isso?
    A questão não é encontrar um bode expiatório, mas compreender o processo. Para isso é preciso refletir sobre como a situação de “uso e desuso” do trabalhador assim está se apresentando para poder desconstruí-la e estabelecer um rumo diferente para a vida de quem trabalha.

    Lionara Fusari – Docente do Ensino Superior

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